09/11/2019 às 22h16min - Atualizada em 09/11/2019 às 22h16min

Bolsonaro, o rei do bitcoin?

Que a Fake News é uma realidade, principalmente nas redes sociais, não é novidade para ninguém. No entanto, a percepção que se tem é de que o nível de “notícias falsas” não tem limites e as plataformas como Facebook, Instagram e Whatsapp não fazem o menor esforço para combate-las. Se o fazem, suas ações são completamente ineficientes.

Um ótimo exemplo disso, tem figurado na timeline de vários usuários nos últimos dias.

Em publicação (patrocinada) no Facebook, uma empresa de Bitcoin, a moeda virtual que tem gerado desconfiança e prejuízo a milhares de pessoas no mundo, revela que um dos seus clientes conseguiu juntar R$ 2,3 milhões de dólares, depois de estar falido. O mega-ganho já poderia causar desconfiança para qualquer um, mas o “garoto propaganda” usado pela Bitcoin Era chama ainda mais atenção: nada menos que o Presidente do Brasil Jair Bolsonaro.



Para dar mais “credibilidade” à publicação, o post utiliza o logotipo de um dos maiores jornais do Brasil: Estadão.

De acordo com a postagem, o presidente “descobriu no programa de TV " A Tarde é Sua" na TVI, uma plataforma automatizada de sinais de bitcoins chamada Bitcoin Era . A idéia é bem simples: dar à pessoa comum a oportunidade de se beneficiar do boom do Bitcoin Era, mesmo que não tenha nenhum investimento ou experiência tecnológica”.

E vai além,Para demonstrar o desempenho da plataforma, Jair Bolsonaro fez com que Fátima Lopes depositasse $ 250 ao vivo no show”, afirma o texto, acompanhado de um gráfico com o suposto lucro do presidente com o bitcoin.


A integra do post pode ser conferida abaixo

https://mary-vic.com/timvasto/?fbclid=IwAR3OFdCaT66n2gEc2Km-ZOlQ6MKskVgoCFDYA_PN6Jox4lO0U8-n7ng2_XA
 
Boatos com formato de notícias, espalhados principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens de celulares, já tiveram como resultado até o linchamento de pessoas inocentes tanto no Brasil como em outras partes do mundo . 

Diferentes pesquisas realizadas sobre o potencial de alcance e impacto de notícias falsas mostram que o desafio de combater é enorme. 

Um estudo produzido por especialistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, revelou que as notícias falsas circulam de forma muito mais rápida e atingem um público muito maior do que as notícias verdadeiras: a probabilidade de elas serem retransmitidas é 70% maior. O que leva isso, segundo uma pesquisa, é uma novidade, o senso de urgência imposto na maior parte das mensagens e o tom emocional, que atrai a atenção e incentiva o compartilhamento entre as redes de relacionamentos. E também, claro, ou use de usar. De acordo com um artigo publicado na revista Science por pesquisadores da Northeastern University, EUA, estima-se que exista cerca de 49 milhões de contas controladas por eles no Twitter e 60 milhões de perfis no Facebook.
 
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