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22/11/2019 às 20h19min - Atualizada em 22/11/2019 às 20h19min

EXCLUSIVO: Mário Coan é inocente, sentencia juíza

Por Cristiano Alves | Redação Destaque
 A Juíza Bruna Canella Becker Búrigo, da 2ª Vara da Comarca de Orleans, absolveu nesta quinta-feira (22) o vice-prefeito de Orleans, Mário Coan, do suposto crime de prática de corrupção passiva, ao analisar uma ação penal, impetrada pelo promotor de Justiça, Fernando Guilherme de Brito Ramos, da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Orleans.

A sentença foi dada, no mesmo dia em que o Jornal Hoje, de Orleans, noticiou a investigação de um suposto envolvimento de Mário Coan com o então vereador Clésio de Oliveira Souza, popularmente conhecido como Cabelinho, morto em 2015.

Na ação, o promotor de Justiça sustenta que Mário Coan teria “comprado” votos de Cabelinho nos processos de desaprovação das contas da Administração de Jacinto Redivo e em denúncia contra o então prefeito Marco Antônio Bertoncini Cascaes e o então secretário municipal de Obras e atual vereador Udir Luiz Pavei, o Dija, ambas por atos de infração político-administrativa.
 
Ao analisar os autos, a juíza Bruna Búrigo julgou improcedente a denúncia e absolveu Mário Coan.

Em sua sentença, a magistrada afirma que “ Analisando detidamente o conjunto probatório, tenho que pairam sérias dúvidas acerca da configuração do crime de corrupação passiva”.
 
Em outro trecho, a juíza revela que “o relato das testemunhas Marco Antonio Bertoncini Cascaes  e Jacinto Redivo no sentido de que a vítima teria lhes contado quanto à ocorrência de tal crime praticado pelo acusado [Mário Coan], não possui isenção a ponto de ser considerado como uma prova sólida”.
 
De acordo com a magistrada, “a credibilidade de tais testemunhos é duvidosa. Primeiramente, se tratam de pessoas diretamente relacionados aos fatos  objetos das discussões que estavam sendo travadas na Câmara de Vereadores, possuindo sérias divergências políticas com o acusado.
 
A juíza cita também o depoimento da viúva de “Cabelinho”, Adelir Caetano Souza, que afirmou, em sua oitiva, que na verdade eram Marco Antonio Bertoncini Cascaes  e Jacinto Redivo que estariam pressioando seu marido.
 
“Ademais, pelos relatos trazidos pela esposa da vítima, tais pessoas seriam, justamente, as que estariam pressionando a vítima, informação que esta teria lhe confidenciado antes do falecimento”, escreve a magistrada na sentença.
 
Por fim, a juíza Bruna Búrigo lembra que o próprio delegado que presidiu o inquerito também não viu culpabilidade por parte de Mário Coan.
 
“Pontue-se, a título informativo, que o delegado de Polícia que presidiu o inquérito, Dr. Bruno Sinibaldi, também deixou de indiciar o acusado, entendendo que não estavam presentes os requisitos suficientes e verossímeis a atribuir a responsabilidade pela autoria do delito ao acusado”, escreve.
 
Clique para ler a decisão da Juíza

Na tarde desta sexta-feira (22), o vice-prefeito emitiu nota de esclarecimento sobre o caso.

Segundo o documento, Mário Coan se viu surpreendido com a reportagem do JH, para ele, trata-se de matéria claramente tendenciosa, denegrindo a sua imagem como pessoa e também como figura pública.

Leia a íntegra da nota abaixo

Fui surpreendido hoje com uma matéria claramente tendenciosa, denegrindo a minha imagem como pessoa e também como figura pública. Triste isso!

Não sou este tipo de pessoa. O povo conhece meu caráter e minha conduta ilibada. Minha vida é trabalho e família.

Sou professor universitário, gerente de empresa, vice-prefeito, diretor financeiro da ACIO e participante de diversas entidades e conselhos da sociedade, os quais sirvo voluntariamente.

Sei que é ano pré-eleitoral e existem interesses políticos envolvidos, mas entendo que estas notícias, nesta época tão importante para as famílias de um modo geral, tanto para a minha família, quanto para a família do Clésio, foram publicadas de maneira inconveniente e desumana, em claro desapreço aos valores que uma sociedade deve cultivar e em desrespeito à memória do Clésio! A veiculação desta notícia deve, novamente, fazer parte de um grande esquema político.

Imagino o que fizeram com o Clésio para ele ter que falar o que falou e praticar o ato que praticou. Estou de consciência tranquila frente aos fatos inverídicos veiculados. Vou assimilar mais este ataque à minha dignidade com muita serenidade.

Para que tentar me prejudicar? Minha vida é um livro aberto e desafio qualquer um a achar uma única ação na minha vida direcionada a prejudicar alguém. Somente defendi e continuo defendendo politicamente minha cidade de malfeitores. Isso eu não abro mão. E sei que incomodei e incomodo quem é desonesto.

Por fim, tenho confiança que, ao final, a justiça prevalecerá.



 
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