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28/11/2019 às 18h53min - Atualizada em 28/11/2019 às 18h53min

Qualidade no atendimento na área da Saúde reflete na longevidade em SC, diz especialista

IBGE aponta que a esperança de vida ao nascer do catarinense ultrapassa em quase três anos a do país

nova expectativa de vida do brasileiro, aumentou em três meses e quatro dias entre 2017 e 2018, alcançando 76,3 anos, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (28).

Já a média de esperança de vida ao nascer em Santa Catarina ultrapassa em quase três anos a do país, ficando em 79,7 anos, a maior do Brasil. A diferença é maior ainda na comparação do estado do sul com o Maranhão, no nordeste, que ficou na última colocação da Tábuas Completas de Mortalidade. O estado nordestino marcou 71,1 anos de expectativa de vida.

Hercílio Hoepfner Júnior, presidente da Sociedade Catarinense de Geriatria, aponta que vários motivos levam o estado a sustentar o título de maior longevidade entre os brasileiros, como a melhora na qualidade no atendimento médico, seja no SUS ou nas instituições privadas, os cuidados com alimentação, e até mesmo o perfil genético da população.

“Uma das coisas que melhor funciona para atingir mais idade é o cuidado pessoal, e as pessoas estão começando a se cuidar melhor, até pela maior instrução”, afirma.

No detalhamento por sexo, os dados do IBGE mostram que, em Santa Catarina, a expectativa de vida para mulheres chega em média a 83 anos, enquanto no Maranhão elas podem esperar viver até a casa dos 75,1 anos. Já os homens catarinenses podem esperar atingir em geral os 76,4 anos, e os maranhenses, 67.

Os dados nacionais apontam que, em 2018, as mulheres têm expectativa de vida de 79,9 anos e os homens, de 72,8 anos. 

Mesmo com os melhores números registrados no estado catarinense, Hercílio aponta que ainda há muitas cidades do estado, principalmente entre as médias e pequenas, que não contam com médicos para atendimento especializado na saúde do idoso.

Até em municípios maiores, ele revela que há falta de profissionais de gerontologia, ramo que agrega outros profissionais, como nutricionistas e até arquitetos, dedicado ao estudo dos diversos aspectos do envelhecimento. “Ainda há muito a melhorar em relação ao atendimento dessas pessoas, que têm que buscar profissionais qualificados”, diz.

Outro dado divulgado pelo IBGE diz respeito às taxas de mortalidade infantil. Um recém-nascido no Maranhão tem chance de 19,4 por 1.000 de não completar o primeiro ano de vida, muito maior do que uma criança catarinense, com 8,6 por 1.000. O estado nordestino possui o segundo pior registro nesse quesito, atrás apenas do Amapá, com 22,8 por 1.000, enquanto Santa Catarina é um dos melhores ao lado de Paraná 8,6 por 1.000) e Espírito Santo (8,1 por 1.000).

Apesar de estar à frente dos demais estados brasileiros, Santa Catarina ainda está distante de países mais desenvolvidos. Japão e Finlândia, por exemplo, possuem taxas de mortalidade infantil abaixo de 2 a cada 1.000. Por outro lado, os catarinenses ficam bem abaixo de países da África Ocidental e Central, com cerca de 90 mortes por 1.000 crianças.

Com informações da Folhapress

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