09/09/2019 às 12h46min - Atualizada em 09/09/2019 às 12h46min

A Orleans do futuro, sendo pensada agora

Com apenas 106 anos de emancipação política, Orleans segue, a passos largos, sua evolução e crescimento. 

Sua importância não se traduz apenas em densidade demográfica. Seu acelerado crescimento econômico está diretamente ligado ao espírito empreendedor de sua gente. A cidade é uma das campeãs na abertura de novas empresas, de pequeno, médio e grande porte. Sua força comercial atrai moradores de toda a região.

Com posição geográfica privilegiada, entre o mar e a serra, nos últimos anos era rota de passagem turística para pessoas de todas as partes do Brasil. Hoje, graças a estratégia adotada pela administração municipal, que viu no resgate do turismo de eventos e cultural a quarta potência econômica, estes turistas deixaram de “passar” por Orleans, e passaram a ficar, visitar a Cidade das Colinas.

Uma pesquisa feita pela empresa de consultoria norte-americana McKinsey, mostra uma desaceleração no consumo dos grandes centros urbanos brasileiros, quando se refere ao setor de varejo. O contrário se observa nas cidades do interior com menos de 50 mil habitantes.
Com todo esse crescimento, começam a surgir os questionamentos e, principalmente, os problemas que envolvem uma cidade com expectativas tão grandes. Para o prefeito Jorge Koch e seu vice Mário Coan, o tamanho do sonho é proporcional ao enorme desafio de romper os obstáculos.

Quando ele se refere aos problemas a serem enfrentados, foca principalmente em questões que desafiam a maior parte dos municípios brasileiros que sofrem a falta de recursos para investimentos e com cortes cada vez maiores nos repasses federais. Questões como saúde, saneamento, segurança e falta de oportunidades de trabalho, principalmente para os jovens, podem surgir como ameaças ao futuro de Orleans. “Para afastar esses fantasmas, temos que apostar no planejamento. Sem planejar é impossível avançar em qualquer setor. Quando assumimos, vimos que, primeiro, precisávamos organizar a casa, realizar planos e definir metas setorialmente”, revela o prefeito. 

Segundo o vice-prefeito Mário Coan, os desafios com a juventude começam com a saúde e a educação, mas passam também pelo desenvolvimento econômico, para atrair novos empreendimentos, e pela infraestrutura, para mantê-los em condições de implantação e expansão.

O futuro da Júlia, nossa personagem símbolo, depende desses acertos. Filha de comerciantes, ela nasceu em um lar cujos pais estão empregados e possuem bom nível de escolaridade. Moradora do Coloninha, a família acredita no futuro, mas sabe que precisa ter os pés fincados no presente. O século XXI e suas revoluções tecnológicas, também está sendo marcado por uma indefinição em todos os níveis e em escala mundial. Um mundo que precisa cada vez mais de assertividade por parte de governantes e governados.

Para o professor israelense Yuval Noah Harari, autor de obras que se tornaram best-sellers em tempos sombrios, “ninguém consegue absorver todas as recentes descobertas científicas, ninguém é capaz de predizer qual será o aspecto da economia global daqui a dez anos, e ninguém tem uma pista de para onde estamos indo nessa correria desabalada. Como ninguém compreende o sistema como um todo, ninguém pode fazê-lo parar”.
E o poeta já dizia que “o tempo não para”. Tudo que pode ser feito é respeitar suas fases e entender suas necessidades. Cuidar das pessoas é a escolha de Orleans. É o que município tem a oferecer à pequena Júlia e a todas as crianças que vão dominar este século aqui na região e em todo o mundo.
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